Esse resultado representa um significativo crescimento na carreira política de Fernanda Costa. No pleito anterior, em 2020, ela havia obtido 3.999 votos, ficando apenas como suplente. A trajetória da filha de Fernandinho Beira-Mar rumo ao poder legislativo municipal desperta curiosidade e questionamentos sobre a influência do nome de seu pai em sua campanha.
No entanto, vale ressaltar que Fernanda Costa enfrenta questões judiciais em sua vida pessoal. Ela responde em liberdade a uma condenação pelo crime de organização criminosa, datada de maio de 2023. De acordo com a sentença, a vereadora atuava como intermediária na transmissão de ordens de seu pai, que eram repassadas por meio de cartas a outros membros do grupo criminoso. Além disso, ela também é acusada de participar de esquemas de lavagem de dinheiro proveniente do tráfico.
Esse cenário criou um ambiente de expectativa e apreensão na política local, com diversos setores da sociedade acompanhando de perto o desempenho e as ações de Fernanda Costa como vereadora eleita de Duque de Caxias. A presença de indivíduos com histórico ligado ao crime organizado no cenário político levanta debates sobre a moralidade e a ética na representação popular.
O fato de a filha de Fernandinho Beira-Mar ter sido eleita para um cargo público traz à tona questões complexas sobre os limites entre a criminalidade e a participação política, colocando em xeque a capacidade do sistema democrático de lidar com situações desse tipo. A população de Duque de Caxias agora observa atentamente os próximos passos e decisões de Fernanda Costa como representante eleita, em meio a um contexto marcado pela dualidade entre seu passado familiar e seu papel como agente político.
