A prisão se relaciona a uma nova denúncia apresentada pelo GAECO em março deste ano, que descreve Monaliza como a líder de uma organização criminosa dedicada à exploração de jogos de azar, incluindo o famoso jogo do bicho e máquinas caça-níqueis. As investigações sugerem que, após o falecimento de seu pai, em janeiro de 2025, Monaliza assumiu o controle direto de parte das atividades clandestinas da família Escafura. Isso incluiu a coordenação das operações, o gerenciamento financeiro e a dissimulação dos lucros provenientes dessas atividades ilegais.
Documentos analisados durante a investigação revelam que Monaliza movimentou mais de meio milhão de reais oriundos da exploração de jogos de azar. Além disso, a apuração indicou que ela utilizou terceiros como laranjas, a fim de esconder a procedência dos recursos obtidos irregularmente. O mandado de prisão que resultou na detenção da contraventora foi emitido pela 2ª Vara Especializada em Organização Criminosa, refletindo a gravidade das acusações levantadas contra ela.
A prisão de Monaliza Escafura marca um importante passo nas investigações que buscam desmantelar redes de crime organizado no Rio de Janeiro, em especial aquelas envolvidas em atividades ilegais ligadas aos jogos de azar. Esse caso também destaca o papel das autoridades na luta contra a impunidade e na tentativa de desestabilizar organizações criminosas que operam com impunidade na cidade. A atuação do MPRJ, através do GAECO e da CSI, demonstra um esforço contínuo para combater a criminalidade e restaurar a ordem pública em uma das regiões mais afetadas pelo crime organizado.





