Durante sua visita a Nairóbi, no Quênia, onde participava de uma reunião do Comitê Executivo da Confederação Africana de Futebol, Infantino destacou a importância de esclarecer as incertezas que cercam o acesso ao evento esportivo. “Todos serão bem-vindos ao Canadá, México e Estados Unidos para a Copa do Mundo da FIFA. Estamos trabalhando para garantir isso”, afirmou.
Os Estados Unidos, com 11 das 16 sedes designadas, sediará partidas cruciais, incluindo as semifinais e a final. Nos últimos meses, surgiram preocupações sobre as dificuldades que torcedores de diferentes países poderão enfrentar ao tentarem obter vistos, especialmente à luz de recentes mudanças nas regras de imigração. Por exemplo, medidas mais rigorosas, como a exigência de depósitos-caução para cidadãos de Malawi e Zâmbia, ampliaram os temores de que muitos aficionados do futebol fiquem de fora da competição.
No entanto, Infantino usou o Mundial de Clubes da FIFA, realizado entre junho e julho, como exemplo positivo, lembrando que torcedores de 164 países estiveram presentes no evento. Ele enfatizou a necessidade de procedimentos para a obtenção de vistos, mas garantiu que isso não será um obstáculo, e que há um comprometimento do governo dos Estados Unidos em assegurar que o acesso seja facilitado.
Historicamente, nações que recebem Copas do Mundo costumam flexibilizar as normas de entrada durante o torneio para incentivar a vinda de visitantes. Infantino reiterou que a FIFA e as autoridades competentes estão empenhadas em tornar a experiência dos torcedores a mais suave possível. “Precisamos trabalhar para melhorar e simplificar o processo, mas o compromisso de garantir que todos os fãs do mundo sejam bem-vindos é claro”, concluiu. A Copa do Mundo de 2026 promete ser um evento memorável, não apenas pelo futebol, mas também pela inclusão e acessibilidade aos apaixonados pelo esporte.