O que se sabe é que o valor e a distribuição, que será feita pela FIFA, deve refletir uma mudança significativa em relação à edição anterior da Copa, realizada em 2022. Naquela oportunidade, clubes receberam cerca de US$ 10,9 mil (R$ 54,65 mil) por cada dia em que um jogador seu esteve disponível para a seleção. A expectativa, porém, é que nesta edição os valores sejam ainda mais vantajosos para os clubes, com um aumento de quase 70% em relação ao que foi disponibilizado há quatro anos.
Um dos fatores que justificará essa nova dinâmica é o aumento no número de seleções que participarão do Mundial. A Copa do Mundo no Catar congregou 32 seleções e contou com a participação de 837 jogadores, resultando na distribuição do montante entre 441 clubes ao redor do globo. Já nesta edição, o torneio contará com 48 seleções e espera reunir cerca de 1.248 atletas, o que naturalmente impactará a maneira como os recursos serão alocados.
Um aspecto também relevante é a inclusão das Eliminatórias no processo de distribuição. Todos os clubes que cederam jogadores para essas partidas terão direito a uma parte do montante, mesmo que esses jogadores não cheguem a ser convocados para a Copa em si. Isso implica que a FIFA aguardará a definição completa das listas de convocação para, então, calcular com precisão quanto cada clube deverá receber. Essa estratégia visa evitar que clubes que não tenham jogadores utilizados nas Eliminatórias sejam prejudicados, o que poderia ocorrer caso atletas que não participaram das fases de qualificação fossem convocados para o torneio.
Assim, enquanto o espetáculo se aproxima, os clubes permanecem em expectativa, aguardando a confirmação da quantia que lhes caberá nesta divisão, além de um evento que promete ser ainda mais grandioso e inclusivo que os anteriores.





