A nova tarifa inclui 864 propostas que, segundo a Fiesp, prejudicam significativamente a competitividade da indústria nacional em um mercado global altamente disputado. A entidade afirmou que a retaliação comercial dos EUA é um golpe direto às empresas brasileiras, tornando mais difícil para elas competir com seus pares internacionais. Em análises anteriores, a Fiesp argumentou que uma abordagem “técnica e pragmática” nas relações comerciais poderia ter evitado essa situação. Propuseram um alinhamento mais próximo com as estratégias comerciais americanas, algo que, conforme observado, foi negligenciado em várias interações ao longo do último ano pela administração brasileira.
Paulo Skaf, presidente da Fiesp, expressou sua preocupação afirmando que “o mercado norte-americano é o principal destino de produtos brasileiros de alto valor agregado”. Ele destacou que essa nova taxa representa um “pedágio” adicional às exportações, somando-se a uma realidade já problemática enfrentada por empresas no Brasil, que inclui uma alta carga tributária e taxas de juros elevadas.
Além disso, a Fiesp anunciou a intenção de continuar seu trabalho em parceria com autoridades americanas e outros parceiros estratégicos para tentar reverter a sobretaxa ou, ao menos, ampliar a lista de produtos que poderiam ser beneficiados por isenções. Essa decisão estratégica reflete a preocupação da indústria brasileira em manter sua competitividade e continuidade no mercado externo, especialmente em um cenário econômico desafiador. O desfecho desse impasse poderá ter implicações significativas para o futuro das relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos.
