Fica 2026: “A Noite e o Dia” vence como Melhor Longa, celebrando o cinema e a cultura em Goiás

Fica 2026: A Noite e o Dia brilha como grande vencedor

Na manhã deste domingo, 21 de junho, o Cine Teatro São Joaquim, na histórica cidade de Goiás, foi palco da cerimônia de premiação do Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental (Fica) 2026. O longa-metragem “A Noite e o Dia”, dirigido por João Dumans, se destacou como o grande vencedor da Mostra Washington Novaes, conquistando o cobiçado prêmio Cora Coralina de Melhor Longa-Metragem, que inclui um prêmio em dinheiro de R$ 35 mil. Além disso, Dumans foi agraciado com o prêmio Carmo Bernardes de Melhor Direção.

O evento reuniu realizadores, jurados e entusiastas do cinema para celebrar as produções mais notáveis, tanto nacionais quanto internacionais. Entre os momentos marcantes da cerimônia, o ator Felipe Bragança emocionou a todos ao falar sobre sua conexão com o festival, afirmando: “Eu nunca me senti tão goiano quanto agora. Receber essa homenagem aqui é como voltar para casa.”

O Fica também prestou homenagens ao artista visual Dalton Paula e ao cineasta Paulo Coelho Nunes, reconhecendo suas valiosas contribuições para o campo audiovisual brasileiro.

Na mesma Mostra Washington Novaes, o curta-metragem “Bablooi”, de Mohammad Ehsani, ganhou o prêmio Acari Passos de Melhor Curta ou Média-Metragem, enquanto “ROL, o rio levava as manchas da vida”, de Selma Parreira, foi reconhecido como Melhor Filme Goiano. O documentário “Pau d’Arco”, dirigido por Ana Aranha, não apenas recebeu uma Menção Honrosa, mas também foi eleito o melhor filme pelo Júri Jovem e pelo Júri da Imprensa.

Um fato inédito na história do festival chamou a atenção: o prêmio Luiz Gonzaga Soares, destinado ao Júri Popular, terminou empatado entre “A Tragédia do Lobo-Guará”, de Kimberly Palermo, e “A Lenda dos Cavaleiros da Água”, de Helen Quintans.

Na Mostra do Cinema Goiano, destacou-se “Atravessa Minha Carne”, de Marcela Borella, que levou para casa o prêmio de Melhor Longa-Metragem e também foi laureado em categorias como Melhor Direção de Fotografia, Melhor Montagem e Melhor Trilha Musical. Borella expressou seu entusiasmo: “Levar quatro prêmios na Mostra Goiana é muito especial”.

O curta “Canto”, de Danilo Daher Alvarenga, também se destacou, levando os prêmios de Melhor Curta-Metragem, Melhor Direção de Curta, Melhor Roteiro e Melhor Direção de Arte.

Entre outros premiados, estão “Som e Movimento”, de Silvana Beline, que venceu em Melhor Direção de Longa; Larissa Braga, pelo prêmio de Melhor Atuação em “Canto”; e Aristóteles Cardoso Tothi, pelo Melhor Som em “Vasta Natureza de Minha Mãe”.

Na Mostra Indígena e de Povos Tradicionais, “Wilfred Buck”, de Lisa Jackson, foi eleito Melhor Longa-Metragem. O prêmio de Melhor Curta-Metragem foi para “O Brilho da Herança”, de Deco Machado. O júri também concedeu Menção Honrosa ao documentário “Thutalinãnsu”, de Helena Corezomaé, por sua representação do protagonismo feminino indígena e da organização coletiva das mulheres.

Com uma programação diversificada que incluiu exibições, debates e atividades culturais, o Fica 2026 confirmou sua relevância como importante polo de produção e difusão audiovisual. A edição se encerrará com um show do cantor Marcelo Falcão, programado para as 19h30, no Palco Beira Rio, celebrando assim, mais um capítulo histórico deste festival. Essa edição, a maior até hoje, promoveu mais de 100 atividades que reforçam o papel do festival na promoção da sustentabilidade e do diálogo entre cultura, ciência e meio ambiente. A realização do evento foi resultado de parcerias com diversas instituições, incluindo o Governo de Goiás e a Universidade Federal de Goiás, entre outras.

Sair da versão mobile