A decisão de ampliar o tempo de treino reflete a necessidade de compensar o longo período em que os pilotos estiveram inativos, além de acomodar as recentes mudanças no regulamento técnico da categoria. Com o aumento da duração do treino, as demais atividades programadas para a Fórmula 1 e Fórmula 2 no circuito da Flórida foram ajustadas em 30 minutos, resultando no novo horário da classificação Sprint, que agora ocorrerá às 18h.
Essa adaptação é especialmente relevante em função das complexidades introduzidas nas unidades de potência que começaram a ser adotadas em 2026. Agora, essas unidades dependem em grande parte de sistemas híbridos e de recuperação de energia elétrica. Após alguns incidentes e críticas – como o acidente do piloto Oliver Bearman durante o GP do Japão – a FIA se reuniu com as equipes em três ocasiões para discutir ajustes nas normas de segurança, largadas e o desempenho em condições de chuva. O GP de Miami foi definido como o momento ideal para testar essas modificações, e por isso, um tempo extra de pista se faz necessário para que os pilotos se familiarizem com os novos sistemas.
Em meio a essas alterações, o GP de Miami também marcará o retorno da Fórmula 1 após um intervalo de cinco semanas. A última corrida realizada foi no Japão, em 29 de março, e o hiato se deu devido ao cancelamento das etapas do Bahrein e da Arábia Saudita, motivado por tensões geopolíticas no Oriente Médio. A temporada de 2026, por sua vez, ainda mantém uma grade ambiciosa, com a previsão de 22 das 24 corridas originalmente programadas.
Essas mudanças não afetam apenas a Fórmula 1, mas também têm impacto na Fórmula 2, que fará sua estreia na América do Norte. As etapas do Bahrein e da Arábia Saudita foram redirecionadas para Miami e Montreal, oferecendo aos jovens talentos, incluindo brasileiros como Rafael Câmara e Emmo Fittipaldi, uma chance de brilhar em território norte-americano.







