Festival do MBL Lança Partido Missão em Grande Estilo, Reunindo Milhares e Debatendo Futuro Político em São Paulo

No último dia 29 de novembro, o Movimento Brasil Livre (MBL) promoveu sua primeira edição de um festival anual em São Paulo, coincidente com a recente transformação do movimento em partido político, batizado de Missão, após a homologação pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O evento, realizado em um vasto espaço de 12 mil metros quadrados em antigos galpões industriais na Zona Leste da capital paulista, marcou presença de cerca de 3.600 participantes de várias partes do Brasil.

Os organizadores, buscando criar um ambiente descontraído e acolhedor, estruturaram o festival com uma variedade de painéis, debates e sessões de autógrafos, culminando em uma animada após-festa. Um dos destaques foi um palco em 360 graus, que permitiu uma maior interação entre os participantes e os palestrantes, com ingressos ao preço acessível de R$ 49,90. O espaço foi decorado com elementos simbólicos, como bandeiras regionais e estandes que venderam desde souvenirs até obras de arte, refletindo a diversidade do público e dos temas abordados.

Os painéis se concentraram em uma ampla gama de tópicos, com destaque para a segurança pública, especialmente relevante após uma trágica operação no Complexo do Alemão e na Penha que resultou em mais de 120 mortes. O pré-candidato à presidência, Renan Santos, e outros candidatos ao governo do Rio de Janeiro, como Rafa Luz e Sargento Martins, compartilharam visões sobre a recuperação do controle territorial e o aumento da letalidade policial, lamentando a perda de vidas, incluindo a de quatro policiais. A presença de figuras militares, como o coronel João Jacques Busnello, trouxe uma perspectiva diferenciada ao debate.

Outro painel, enfatizando questões democráticas, abordou a ideia de que a oposição ao PT e ao Judiciário deveria ser vista como um fator essencial para a democracia no país. A vereadora Amanda Vettorazzo, uma das palestrantes, relatou como as diretrizes do partido Missão, contidas em um “livro amarelo”, visam industrialização e o combate ao crime organizado.

O público, majoritariamente jovem, variou em estilos e roupas, refletindo uma nova geração de militantes que buscam distanciar-se dos moldes tradicionais. Arthur do Val, um dos principais porta-vozes do MBL, reforçou a proposta de um debate informal e inclusivo, destacando a ausência de lideranças carismáticas e individualistas no grupo, algo que eles consideram importante para construir um movimento sólido.

Contudo, o evento também foi marcado por polêmicas, incluindo investigações em curso envolvendo alguns de seus membros. Apesar disso, a celebração do festival e a criação do partido Missão representam um passo significativo para o MBL, que almeja se consolidar como uma força política de relevância no cenário nacional. A ampla participação e o engajamento demonstrado durante o festival indicam que o movimento está determinado a afirmar sua posição no debate político brasileiro, buscando atrair eleitores que se veem distantes tanto de Lula quanto de Bolsonaro.

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