Os participantes desfrutaram de uma programação intensa, que incluiu formações, apresentações musicais e debates que atraíram um público amplo, de todas as idades. Famílias inteiras puderam aproveitar atividades voltadas para crianças e adultos, como a oficina de instrumentos de percussão, que se tornou rapidamente uma das mais populares. A Feira Kitanda destacou empreendedores negros e o espaço gastronômico “Sabores do Quilombo” ofereceu uma deliciosa excursão pelos sabores afro-brasileiros, proporcionando uma satisfação completa para os visitantes.
O festival também foi palco para momentos de profunda reflexão e resistência. Na Tenda Muntu, a roda de conversa “Ofó Mulher – O poder da palavra feminina” trouxe vozes poderosas como Cristiane Sobral e Dandara Suburbana, que discutiram a importância da ancestralidade e da expressão feminina. Outro destaque foi o painel “História da Consciência Negra e Desafios Contemporâneos,” que contou com a participação do professor Nelson Inocêncio e da docente Mariléa de Almeida, culminando em uma emocionante homenagem à pioneira Dona Lydia Garcia, cuja trajetória como arte-educadora e militante deixou um legado significativo na luta pela valorização da cultura negra.
O festival se despediu com uma emocionante passarela a céu aberto, onde o estilista Victor Hugo Soulivier apresentou sua coleção de upcycling, celebrando a ancestralidade e a identidade visual afro-brasileira. O Palco Brasilidades também garantiu momentos memoráveis com performances de diversos artistas locais, como Pratanes e Thiago Kallazans, que agitaram o público com sua energia contagiante.
O grande encerramento ficou por conta de Carlinhos Brown, cuja apresentação carismática trouxe o brilho de clássicos da música brasileira, enquanto o grupo Psirico elevou a festa com suas batidas animadas. Mesmo a chuva não conseguiu afastar os foliões, que se entregaram à festa até o último momento.
Assim, o Festival da Consciência Negra, ao final de sua edição de 2025, reafirmou a força da cultura afro-brasileira e a importância de políticas culturais afirmativas no Distrito Federal, deixando um legado de celebração e reconhecimento que promete se perpetuar nas futuras edições do evento.









