Em um vídeo que circula na internet, o pastor, acompanhado por membros de sua congregação, expressa sua indignação diante da situação. Ele argumenta que a estrutura do evento foi montada sem consideração pelas normas que, segundo sua interpretação, visam regular o uso de som e aglomerações nas áreas adjacentes a igrejas e hospitais. “Estamos aqui em pleno domingo, dia de culto, e nos deparamos com essa festa atrapalhando completamente nosso momento religioso. Isso é inadmissível”, afirmou o líder religioso, claramente frustrado com o ocorrido.
Além de perturbar o culto, José Carlos critica a falta de fiscalização por parte das autoridades. Ele se pergunta como um evento desse porte pôde ser autorizado sem levar em conta o funcionamento regular do templo religioso nas proximidades. “A gente quer saber onde estão as autoridades que permitem isso. Não se trata de uma oposição à festa ou à cultura, mas sim de um respeito às leis e aos espaços religiosos”, completou.
Os moradores do bairro também manifestaram seu descontentamento, reclamando do barulho e da movimentação intensa durante as celebrações religiosas. No entanto, até o momento, não houve um pronunciamento da organização do evento ou da Prefeitura de Maceió sobre as autorizações concedidas ou os critérios utilizados para permitir a realização da festa.
Esse episódio traz à tona questões relevantes acerca da convivência entre manifestações culturais e atividades religiosas, especialmente em áreas urbanas com alta densidade populacional, como Benedito Bentes, onde espaços públicos são frequentemente utilizados para eventos comunitários. Em busca de soluções, o pastor afirma que pretende formalizar a denúncia junto aos órgãos responsáveis, visando garantir que situações semelhantes não se repitam no futuro.





