Festa Literária Internacional de Niterói promete diversidade e acessibilidade com presença de renomados escritores e artistas até domingo no Reserva Cultural.

A segunda edição da Festa Literária Internacional de Niterói (Flin) teve início ontem, com grandes expectativas de atrair cerca de 30 mil visitantes até domingo. O evento, que acontece em locais como o Reserva Cultural e a Sala Nelson Pereira dos Santos, visa celebrar a literatura e as artes de forma acessível e diversificada. Com entrada gratuita, a Flin se propõe a ser um espaço de encontro entre leitores, escritores, músicos e artistas de várias áreas.

No cardápio de atrações, o evento reúne renomados autores da literatura brasileira, entre eles Valter Hugo Mãe, Conceição Evaristo, Eliana Alves Cruz e Jeferson Tenório. O universo musical também ganha destaque, com a presença de artistas como Emicida e Teresa Cristina, enquanto o teatro e o audiovisual são representados por figuras como Paulo Betti e Marcelo Adnet. Não faltam ainda convidados das mídias digitais, como Jout Jout e Déia Freitas, que trazem suas experiências para o palco da Flin.

Nesta edição, a figura de Lélia Gonzalez, uma das maiores referências brasileiras em estudos de gênero e raça, é homenageada. “Territórios das Palavras”, tema escolhido para a festividade de 2026, reforça o compromisso do evento com as questões sociais e a diversidade cultural. Jackson Jacques, diretor artístico, enfatiza que a curadoria, que conta com nomes como Vilma Piedade e MC Marechal, busca trazer o melhor de cada área, evidenciando a importância de celebrar as ideias e criar um espaço de troca.

Jacques também sublinha a relevância da Flin em se inspirar na Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), mas buscando oferecer uma experiência mais acessível e próxima ao público. Ele reconhece que Paraty, embora seja um ponto de referência, muitas vezes se mostra como um lugar exclusivo. “Hoje, o leitor quer estar próximo do autor, trocar ideias e ter esse reconhecimento”, ressalta o diretor, ao mencionar o sucesso da edição anterior.

O evento é apoiado pela Biblioteca Nacional e pela Academia Brasileira de Letras, contemplando imortais da literatura brasileira, o que agrega ainda mais valor à programação. Com esses esforços, a Flin emerge não apenas como um festival literário, mas como um marco cultural relevante para a Região Metropolitana do Rio de Janeiro, promovendo o acesso à cultura e à literatura de forma inclusiva e abrangente.

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