O longa-metragem “Ainda Estou Aqui” narra a trajetória da família de Rubens Paiva, especialmente de sua esposa, Eunice Paiva, que foi impactada pela ditadura militar no Brasil. Baseado na autobiografia do jornalista Marcelo Rubens Paiva, filho do casal, o filme traz à tona a luta e o sofrimento de uma família que foi vítima das arbitrariedades do regime militar.
A correção da certidão de óbito de Rubens Paiva, divulgada pelo portal g1 e emitida pelo Cartório da Sé, em São Paulo, revela que a morte do ex-deputado foi resultado de ações violentas perpetradas pelo Estado brasileiro, em meio à perseguição sistemática da população considerada dissidente política durante a ditadura instaurada em 1964.
A mudança recente na certidão de óbito de Rubens Paiva é fruto de uma resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que determina a correção dos registros de 202 mortos durante o regime militar. Essa medida visa resgatar a verdade histórica e reconhecer a responsabilidade do Estado nas violações de direitos humanos ocorridas nesse período sombrio da história do Brasil.
Além disso, a nova versão da certidão de óbito também destaca que Rubens Paiva está desaparecido desde meados de 1971, ampliando a visibilidade das vítimas do regime militar e suas famílias. A história da família Paiva ganhou destaque recentemente com o sucesso do filme “Ainda Estou Aqui”, estrelado por Fernanda Torres e Selton Mello e dirigido por Walter Salles, que foi premiado com um Globo de Ouro e recebeu três indicações ao Oscar 2025.
Essa revisão nas certidões de óbito das vítimas da ditadura militar representa um passo importante na busca por justiça e reparação histórica, evidenciando a importância de reconhecer e lembrar os horrores vividos por aqueles que foram perseguidos e mortos pelo Estado autoritário. A Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos está mobilizada para auxiliar os familiares das vítimas nesse processo de retificação dos registros e reconhecimento das violações sofridas.
