As investigações indicam que o ex-companheiro de Monalisa é o principal suspeito do crime. A Polícia Civil já havia prendido o homem no dia 12 de outubro, após ele ter se apresentado na 5ª Delegacia de Polícia, em Mem de Sá. De acordo com as autoridades, o suspeito possui um histórico criminal significativo, incluindo pelo menos três mandados de prisão abertos, um deles relacionado ao feminicídio de outra mulher, Monalisa de Lima Simões, que foi brutalmente assassinada em Fortaleza, em um episódio igualmente trágico.
Os familiares de Monalisa expressaram preocupação e estranhamento pelo seu comportamento nos dias que antecederam seu desaparecimento. Natural de Fortaleza, ela havia se mudado recentemente para o Rio de Janeiro, onde residia na Rocinha. Desde o dia em que notaram sua ausência, os parentes buscaram apoio de amigos e conhecidos na tentativa de encontrá-la, demonstrando a preocupação e o carinho que sempre rodearam a vida da mulher.
Na quarta-feira, a Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Santa Marta foi chamada para atender um chamado referente a um encontro de cadáver. Ao chegarem ao local, os agentes localizaram o corpo de Monalisa em um imóvel que, segundo informações, pertencia ao principal suspeito, na Ladeira dos Guararapes.
Os relatos dos parentes detalham que a relação de Monalisa com seu ex-companheiro era repleta de episódios de violência e ameaças. Após uma agressão grave, o homem teria sido expulso da Rocinha, mas, em vez de se afastar, continuou a perseguir a vítima, revelando um padrão de comportamentos abusivos que se alastraram por meses. Monalisa deixa dois filhos, que agora enfrentam a dolorosa realidade de perder a mãe em um contexto tão violento. Este caso ressalta a urgência de se abordar a questão da violência de gênero e os desafios enfrentados por tantas mulheres diariamente.






