Em comunicado oficial, a Federação destacou que a negativa de vistos atinge não apenas membros da comissão técnica, mas também autoridades da diretoria da seleção. Essa situação, conforme afirmam, configura uma ingerência política inaceitável no âmbito esportivo, criando barreiras artificiais que vão além da competição e atingem princípios fundamentais do esporte.
As autoridades iranianas ressaltaram que essa atitude contrasta com os valores universais que devem prevalecer em eventos esportivos de grande porte, como a Copa do Mundo. A Federação mencionou também que a questão já foi levada à FIFA, órgão responsável pela organização da competição, que, segundo a representação iraniana, tem a obrigação de garantir que todos os membros da delegação possam participar do evento.
A medida da administração norte-americana é vista como uma forma de pressão política sobre o Irã, refletindo um clima de tensões diplomáticas que se estende a várias áreas, incluindo o esporte. A Federação considera que essa posição dos EUA visa minar uma representação legítima em um evento que deveria promover a unidade e a competição saudável entre nações.
Diante dessa situação, o sentimento de indignação entre os iranianos se intensifica, e a expectativa agora é que a FIFA intervenha para garantir que todos os atletas e membros da delegação possam exercer seu direito de participar do torneio em igualdade de condições. À medida que a Copa do Mundo se aproxima, essa questão continua a ser um ponto central de debate, levantando discussões sobre a relação entre política e esporte em um cenário global cada vez mais complexo.
