A proposta, apresentada pelo diretor do Fed, Christopher Waller, permitirá a determinadas instituições financeiras utilizar a infraestrutura do banco central especificamente para compensação e liquidação de pagamentos. Importante ressaltar que não se trata de contas tradicionais: esses novos tipos de contas não oferecerão crédito ou saldo remunerado, apenas os recursos necessários para a movimentação monetária no sistema.
Este passo formalizado pelo Fed segue um processo regulatório que possibilitará ao público e ao setor financeiro expressarem suas opiniões antes que uma decisão final seja tomada. Essa aprovação é crucial, já que o governo federal enfatiza a necessidade de revisar as regras que atualmente podem dificultar a entrada de novos concorrentes no mercado financeiro, como as fintechs.
Em resposta à ordem executiva de Trump, o Fed se comprometeu a analisar até que ponto instituições não seguradas e companhias não bancárias, inclusive as de criptomoedas, podem acessar serviços de pagamento oferecidos pelos bancos regionais do Fed. Essa análise gerou um clima de expectativa no setor, principalmente entre as fintechs, que há anos tentam entrar nesse espaço.
O que se destaca na proposta é que ela não altera quem pode legalmente abrir uma conta no banco central; as instituições depositárias permanecem como as únicas elegíveis. Contudo, a criação de uma nova categoria de contas dedicadas ao processamento de pagamentos representa uma mudança significativa, ajudando a atender as demandas do setor.
Bancos regionais do Fed terão a responsabilidade de aprovar as solicitações, garantindo que os padrões sejam uniformemente aplicados. Fintechs e empresas de criptomoedas vêm pleiteando o acesso a essas contas do Fed há vários anos, enfrentando resistência dos bancos tradicionais, que apontam riscos operacionais e de liquidez como preocupações em potencial.
A evolução mais significativa nesse contexto foi a recente autorização dada à corretora Kraken, que se tornou a primeira empresa de criptomoedas a obter uma conta master do Fed, após um longo processo de cinco anos. Com a aprovação da Kraken, outras empresas como Ripple e Anchorage Digital estão na fila, aguardando autorização.
Este cenário representa um marco na interseção entre tecnologia financeira e regulação, com um investimento significativo, estimado em US$ 53 bilhões, ocorrido no setor de fintechs e criptomoedas em 2025. Assim, com apoio da Casa Branca e do Fed, o debate sobre as regras que regem esse espaço finalmente avança para uma fase formal, prometendo impactar o futuro do sistema financeiro dos Estados Unidos.





