A operação que culminou na eliminação de Sinwar e de Mohammad Sabaneh, também líder militar do Hamas, começou com um ataque aéreo israelense em 13 de maio. A emissora Kan havia divulgado que Sinwar se encontrava em uma unidade subterrânea sob o Hospital Europeu de Gaza, embora a confirmação de sua morte só tenha sido realizada semanas depois. Durante as investigações realizadas no túnel, os militares israelenses alegaram ter encontrado diversos itens pertencentes a ambos os líderes da facção, assim como outros corpos que também estão sendo identificados.
Mohammad Sinwar é um nome fortemente associado ao Hamas, e sua eliminação é vista como um duro golpe para a organização. É importante destacar que ele era irmão de Yahya Sinwar, ex-líder do Hamas que foi eliminado pelos israelenses em outubro de 2024. A operação é um reflexo das tensões crescentes entre Israel e o Hamas, especialmente desde o início dos novos ataques à Faixa de Gaza em março de 2025. Desde então, o Ministério da Saúde de Gaza informou que mais de 4.400 palestinos perderam a vida e outros 13.400 ficaram feridos em meio aos combates.
Esses desenvolvimentos ocorrem em um contexto mais amplo de hostilidades, onde Israel justificou suas ações pela suposta recusa do Hamas em aceitar um plano dos EUA que visava estender um cessar-fogo e a libertação de reféns. A recente escalada de violência foi ainda amplificada pela decisão de Israel em cortar o fornecimento de energia elétrica para a Faixa de Gaza e restringir a entrada de ajuda humanitária.
Com a confirmação da morte de Sinwar, o cenário no Oriente Médio parece ainda mais complexo, levantando novos questionamentos sobre o futuro do Hamas e a dinâmica do conflito na região.
