
Uma faxineira de 38 anos de Sorocaba (SP) vai responder por falsificação de documento público depois de ter comprado um histórico escolar para conseguir recolocação no mercado de trabalho. Ela é apontada como uma das clientes do adolescente de 17 anos detido por suspeita de comercializar documentos falsos.
De acordo com o delegado titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) – responsável pelo caso – Acácio Aparecido Leite, a faxineira teria comprado um histórico escolar falso para conseguir melhor recolocação no mercado de trabalhorevela o G1, .
“Além disso, há a suspeita de que ela tenha comprado holerites para conseguir empréstimos bancários e até registros na carteira de trabalho para comprovar experiência. Porque a carteira de trabalho dela foi recolhida e achamos estranhos os registros de empregos anteriores. Então, será investigado se ela também teria comprado esses registros do adolescentes”.
Ainda segundo o delegado, a faxineira está desempregada e alegou ter comprado os documentos falsos por estar desesperada por um emprego. Mesmo assim, ela irá responder em liberdade por falsificação de documento público.
Fábrica de diplomas e atestados
A Polícia Civil chegou até o adolescente por meio de um post feito por ele em uma página de venda no Facebook. Na postagem, o adolescente oferecia histórico escolar ou certificado de vários cursos em 24 horas pelo preço de R$ 80. “Fizemos a simulação da compra de um documento e acabamos apreendendo o adolescente no momento da entrega em um shopping da cidade”, explica o delegado.
O motorista de um aplicativo de transporte, que acompanhava o menor durante as entregas, foi detido, mas liberado depois de ser ouvido. “Ele alegou apenas prestar o serviço de transporte, que não sabia de nada nem fazia parte do esquema. Ainda iremos investigar a participação dele no caso”, diz Acácio.
Ao ser detido, o menor disse aos policiais que apenas entregava os documentos e que teria um patrão. A polícia encontrou todo um aparato montado na casa dele, como computadores, impressora e folhas em branco, que possibilitava a fabricação de todos os documentos falsos.
Entre os papéis apreendidos estão diplomas universitários, históricos escolares de várias instituições, holerites e até certificado de formação de bombeiro civil.
Depois de ser ouvido, o adolescente foi liberado na presença de uma tia, que é sua tutora legal desde a morte de seus pais. A polícia vai investigar a participação de outras pessoas no esquema e se as pessoas cujos nomes estão nos documentos falsos se beneficiaram da fraude.
28/01/2018







