Durante a sua apresentação, o promotor Fábio Vieira não hesitou em desferir críticas contundentes ao ex-vereador e à mãe do menino. Ele apontou que Jairinho utilizava seu status político e financeiro para intimidar os que o cercavam, e descreveu o réu como possuindo características de “psicopatia severa”. Já Monique, segundo o promotor, apresentaria traços de narcisismo e megalomania. Vieira enfatizou a gravidade da situação, afirmando que uma verdadeira mãe jamais pisaria fundo em tamanha traição.
O promotor evidenciou o grau de influência que Jairinho exercia na sociedade carioca, o que, segundo ele, criava um ambiente de medo em torno da família. “Estamos falando de uma pessoa com força política e econômica. Essa presença intimida pessoas ao seu redor”, declarou, sugerindo que essa dinâmica ajudou Jairinho a se aproximar de mulheres e, lamentavelmente, a perpetuar agressões.
Um dos pontos mais impactantes da sustentação foi a menção ao depoimento de Kaylane Pereira, filha de uma ex-namorada do réu, que revelou que Jairinho já teria agredido crianças. De acordo com Vieira, esse histórico de violência e intimidação lança uma sombra sobre a conduta de Jairinho, que é acusado de manipular e agredir os vulneráveis.
Quanto a Monique, o promotor questionou sua alegação de ignorância sobre a natureza abusiva do ex-parceiro. Ele ressaltou comportamentos alarmantes ocorridos durante o relacionamento deles, como ameaças e ciúmes extremos, chamando a atenção para a aparente dissonância entre essas circunstâncias e sua defesa. Vieira argumentou que as razões geralmente ligadas à permanência de vítimas em relacionamentos abusivos, como dependência financeira ou a falta de apoio, não se aplicavam a Monique, levantando dúvidas sobre suas alegações de inocência.
À medida que essa fase do julgamento avança, a atmosfera em torno do tribunal permanece tensa, com a sociedade aguardando ansiosamente por um desfecho este caso que toca profundamente a tragédia familiar e os limites da moralidade.
