Apesar de apresentarem um visto de turismo válido, obtido junto à autoridade consular brasileira no Egito, a família não conseguiu autorização de entrada. Atualmente, estão em uma situação delicada, sem informações claras sobre o futuro e sem uma definição sobre um eventual processo de deportação. É importante ressaltar que Etimad está grávida de três meses e enfrenta um quadro de anemia severa, enquanto Kenan também apresenta problemas de saúde.
Na sexta-feira (17 de abril), o casal formalizou um pedido de refúgio junto ao Comitê Nacional para os Refugiados (CONARE), vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, mas até o momento não receberam resposta. A espera por uma solução tem gerado apreensão, visto que a situação é ainda mais complicada para uma família que já atravessa tantas dificuldades.
A família conta com uma rede de apoio no Brasil, mesmo sem dominar a língua portuguesa. Nahli Elrifai, uma amiga deles, se mobilizou para preparar uma moradia adequada, completando com móveis e alimentos. Ela expressou sua frustração ao relatar que havia se preparado para receber os Alghoul, mas sua chegada foi interrompida pela retenção no aeroporto. Amigos que já residem no Brasil incentivaram a família a deixar a Gaza em busca de melhores condições de vida.
A situação legal dos Alghoul é acompanhada de perto por seu advogado, Willian Fernandes, que ajuizou uma ação judicial com pedido de urgência. O objetivo é garantir que a família possa entrar imediatamente no Brasil e aguardar a análise do pedido de refúgio em liberdade, sem os constrangimentos da área restrita do aeroporto.
Na expectativa por um desfecho positivo, a situação da família Alghoul destaca não apenas os desafios enfrentados por refugiados em busca de segurança, mas também a necessidade de uma resposta rápida e efetiva das autoridades brasileiras. O caso foi encaminhado à Polícia Federal, que ainda não se pronunciou oficialmente sobre o assunto, deixando a situação em aberto.
