Haddad enfatizou que a trajetória de Lula é difícil de ser replicada, devido às circunstâncias peculiares que o moldaram como líder. Contudo, ele não vê isso como um sinal de fraqueza ou de um vácuo de liderança dentro dos quadros da esquerda. O ministro defendeu que a continuidade do projeto político não depende da presença de uma figura com características semelhantes às de Lula. O legado do presidente, de acordo com Haddad, reside na construção de uma tradição política firmemente direcionada ao combate das desigualdades sociais, um compromisso que se mantém relevante enquanto persistirem as disparidades em nossa sociedade.
Na visão de Haddad, figuras políticas extraordinárias, como Nelson Mandela e Pepe Mujica, demonstram que legados poderosos podem ser cultivados e expandidos por líderes comuns, que, por sua vez, são capazes de desenvolver e aprofundar essas narrativas em suas ações cotidianas. Ele salientou que não é imprescindível que surja um novo líder carismático para assegurar a continuidade de um projeto político. O que realmente importa é que as bases desse projeto estejam firmemente estabelecidas na sociedade, evidenciando a resiliência e a perenidade das ideias que moldam a luta pela justiça social. Essa perspectiva abre espaço para um debate mais amplo sobre a liderança e a renovação política no Brasil, destacando a importância de um coletivo coeso e comprometido com a causa social, independentemente da figura de um líder individual.






