Essa decisão da Corregedoria impactou diretamente na realização de aproximadamente 50 júris programados entre esta terça-feira (11/2) e o final de fevereiro. Um dos casos afetados foi o do ex-deputado distrital Carlos Pereira Xavier, acusado de envolvimento na morte de um adolescente em 2004. O ex-parlamentar havia sido condenado a 15 anos de prisão, mas a sentença foi anulada pelo TJDFT em setembro do ano passado. O novo júri estava marcado para 19 de fevereiro, porém, foi suspenso devido à recomendação da Corregedoria.
Os tribunais do júri são responsáveis por julgar casos de crimes dolosos contra a vida, como homicídios, infanticídios, participação em suicídios e abortos. Um dos julgamentos previstos para fevereiro é o de Laryssa Yasmin Pires de Moraes, acusada de matar a filha de 2 anos em 2020. O julgamento dela está marcado para o dia 20 de fevereiro, e até o momento não houve decisão sobre o adiamento do processo.
Outro caso em destaque é o de Jefferson Gonçalves de Santana, acusado de atropelar e matar um motociclista em um acidente em 2022. Seu júri está previsto para esta terça-feira (11/2), sem confirmação de adiamento, apenas da interrupção por conta da falta de alimentação requisitada anteriormente.
Diante da situação, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios não se pronunciou sobre a recomendação de suspender as sessões. O espaço continua aberto para manifestações e atualizações sobre a retomada dos julgamentos nos tribunais do júri.
