Falso médico é preso em flagrante por atender criança com tumor cerebral sem formação, gerando risco à saúde da paciente em Nova Iguaçu.

Na última quinta-feira, a cidade de Nova Iguaçu, localizada na Baixada Fluminense, foi palco de uma situação alarmante, envolvendo um indivíduo que se passava por médico. O falso profissional, identificado como Diogo dos Santos Serpa, de 42 anos, foi preso em flagrante enquanto realizava um atendimento domiciliar a uma criança de apenas 10 anos, que é portadora de um tumor cerebral.

O suspeito havia sido contratado por uma empresa de home care e, durante sua atuação, apresentou-se repetidamente como o médico responsável pelo atendimento da jovem paciente. Policiais da 63ª Delegacia de Polícia (DP) de Japeri realizaram a detenção quando se deslocaram até o local, informados sobre a suspeita de que o homem não possuía a formação necessária para exercer a medicina. No momento da prisão, Diogo ostentava um crachá e usava um receituário que não lhe pertencia.

Desde outubro de 2022, ele vinha prestando atendimento à criança, realizando até seis visitas, nas quais prescreveu medicamentos, solicitou exames e emitiu encaminhamentos, tudo isso sem a devida autorização e formação. Essa situação expôs a saúde da criança a riscos severos, como a possibilidade de prescrições inadequadas, que poderiam culminar em efeitos adversos graves devido à complexidade do tratamento oncológico infantil.

O alerta sobre as irregularidades começou quando a mãe da garota, ao notar incongruências nas prescrições, resolveu investigar o CRM utilizado pelo falso médico. Ao consultar o Conselho Regional de Medicina, descobriu que a foto vinculada ao registro não correspondia ao homem que estava atendendo sua filha. A revelação levou a família a buscar ajuda da polícia.

Ao chegarem ao local, os agentes encontraram Diogo, que foi chamado pelo nome do médico constante no receituário e, ao ser confrontado, não teve como evitar a prisão em flagrante. Durante a abordagem, os policiais apreenderam carimbos e receituários em nome de um segundo médico, que também reforçavam sua atuação ilegal.

O indivíduo foi autuado por vários crimes, que incluem exercício ilegal da medicina, uso de documentos falsos, falsa identidade, estelionato e por expor a vida e a saúde de outrem a perigo. Agora, a Polícia Civil investiga se Diogo apresentou documentos falsificados à empresa de home care que o contratou. Além disso, os investigadores estão averiguando a veracidade das informações sobre sua suposta formação em Medicina, acionando instituições de ensino para esclarecer se ele realmente chegou a ser estudante.

Os agentes da 63ª DP trabalham com a hipótese de que o suspeito tenha realizado um grande número de atendimentos irregulares, uma vez que já havia sido investigado anteriormente por crimes relacionados à falsidade ideológica, peculato e furto de medicamentos. O caso levanta questões preocupantes sobre a fiscalização na área da saúde e a segurança dos pacientes.

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