De acordo com as autoridades, Diogo vinha atuando como médico responsável pelo tratamento da criança desde outubro de 2025. Durante esse período, ele compareceu à residência da paciente em pelo menos seis ocasiões, onde atuou como se fosse o profissional de saúde legalmente habilitado, prescrevendo medicamentos, solicitando exames e emitindo encaminhamentos médicos, tudo isso sem qualquer formação ou autorização legal para exercer a medicina. Diogo apresentava um crachá e um receituário falsificados em nome de um médico verdadeiro, o que eventualmente levantou suspeitas na mãe da criança.
A desconfiança da família começou quando a mãe percebeu incongruências nas prescrições médicas que recebia. Ao consultar o cadastro do Conselho Regional de Medicina, notou que a fotografia do médico listado não correspondia ao homem que estava visitando sua casa. Diante dessa descoberta, a família procurou a 63ª DP, que imediatamente mobilizou uma equipe até o local em questão.
Durante a abordagem, Diogo foi questionado e acabou sendo preso em flagrante. Em poder dele, foram encontrados carimbos e receituários que pertenciam a um segundo médico, todos esses materiais foram apreendidos para investigação. A polícia autuou Diogo pelos crimes de exercício ilegal da medicina, uso de documento falso, falsa identidade, estelionato, além de colocar a saúde da criança em risco real, o que poderia resultar em graves consequências devido à complexidade do tratamento oncológico.
As investigações da Polícia Civil estão em andamento. Os agentes agora irão investigar se Diogo apresentou documentos falsos à empresa de home care que o contratou. Além disso, também será verificado se ele realmente cursou Medicina em alguma instituição de ensino, já que alegou ser estudante dessa área. Este caso é mais um exemplo de um problema alarmante, já que o suspeito já havia sido investigado anteriormente por crimes como falsidade ideológica e furto de medicamentos, evidenciando a gravidade da atuação desse falso médico.




