Desde que a Operação Petardo foi instaurada, nos últimos seis anos, a Polícia Militar do DF (PMDF) recebeu 149 denúncias sobre possíveis explosivos. Destas, apenas 65 se confirmaram, o que significa que em 43% dos casos houveram realmente bombas, enquanto o restante foi tratado como falso alarme. Os dados indicam uma tendência em que, anualmente, a mesma proporção se mantém, mas há um aumento notável em 2023, que até agora registrou 42 chamadas, sendo 13 delas verdadeiros casos de explosivos.
Ainda no início do ano, uma ocorrência no Metrô-DF levou à mobilização das equipes de segurança, após encontrar uma sacola suspeita. Depois de extensas verificações, a equipe constatou que não havia ameaça, mas sim dejetos de obra. O tenente-coronel Zairo Silva, comandante do Esquadrão de Bombas do Bope, afirma que a premissa do batalhão é a prevenção. Essa abordagem preventiva garante que cada chamado seja investigado, mesmo quando a análise inicial indica uma baixa probabilidade de risco.
Em um panorama mais amplo, o Plano Piloto de Brasília destaca-se como a região com o maior número de acionamentos, representando 39% do total neste período. Isso demonstra uma maior concentração de eventos, possivelmente devido à densidade populacional e à movimentação constante no local.
Além das ferramentas tecnológicas, como armamentos e robôs ajustados para verificar a natureza de potenciais explosivos, o Esquadrão de Bombas segue rigorosos protocolos de segurança. Uma das principais preocupações é preservar o local e coletar evidências que possam ser cruciais para investigações futuras.
O trabalho do Esquadrão de Bombas é, portanto, um reflexo da necessidade de cautela em um ambiente onde a segurança da população deve prevalecer. Ao mesmo tempo, contribui para um entendimento mais amplo sobre a natureza de alarmes relacionados a explosivos, destacando a importância de uma resposta rápida e eficaz às chamadas da população.
