A mostra destaca registros impressionantes de seis províncias de Angola: Luanda, Benguela, Lobito, Lubango, Namibe e Tômbua, explorando aspectos como rituais e o cotidiano de comunidades tradicionais. O trabalho de Ailton é uma viagem visual que não apenas documenta esses aspectos, mas também oferece uma reflexão sobre a identidade e as tradições que permeiam a cultura africana.
Em seu discurso de abertura, representantes da Galeria CESMAC enfatizaram o papel da arte como um meio essencial para promover a integração entre ensino, pesquisa e extensão, reafirmando o compromisso da instituição com a difusão da cultura. A exposição inclui uma programação variada, que contempla visitas mediadas, palestras e outras atividades interativas voltadas para estudantes e educadores, potencializando a oportunidade de aprendizado e troca cultural.
Ailton Cruz, natural de Utinga, Alagoas, possui uma vasta experiência no campo da fotografia, com mais de 40 anos de trajetória que engloba trabalhos documentais e publicitários. Ele deixou sua marca em Angola ao participar da fundação do primeiro jornal de Economia e Finanças do país, onde teve a oportunidade de registrar eventos históricos, como a visita do Papa Bento XVI e aspectos da cultura local que muitas vezes são negligenciados.
O olhar atento de Cruz sobre as etnias Mumuilas e Mucubais revela um modo de vida singular, que resiste e se adapta mesmo em tempos de conflitos. Com sua sensibilidade fotográfica, ele traz à luz a estética e as tradições ancestrais que perduram e se transformam, proporcionando um espaço de diálogo sobre a riqueza cultural de Angola.
O sucesso da inauguração e o impacto visual da exposição são um testemunho do poder da arte como ferramenta para a educação e conscientização cultural, convidando os visitantes a uma reflexão profunda sobre respeito e valorização da diversidade no contexto global. Assim, a Galeria CESMAC reafirma seu papel como um importante polo cultural na região, abrindo portas para novas perspectivas e experiências significativas.