No que diz respeito às importações, houve uma leve queda de 3,6%, totalizando US$ 1,62 bilhão, o que gerou um superávit impressionante de US$ 15 bilhões para o agronegócio nacional em abril. O ministério responsável pela Agricultura e Pecuária atribui esse desempenho notável a um cenário internacional favorável, que valoriza a regularidade e a segurança na entrega dos produtos brasileiros, além de um aumento no acesso aos mercados internacionais.
A China, indiscutivelmente, continua sendo o principal destino das exportações do agronegócio, contabilizando cerca de 40% do total, com importações que somam US$ 6,6 bilhões. Este valor representa um crescimento de 21,8% em relação ao mesmo mês do ano passado. A União Europeia se posiciona como o segundo maior mercado, com compras de US$ 2,36 bilhões, enquanto os Estados Unidos ocupam o terceiro lugar, com exportações totalizando US$ 1 bilhão, embora neste caso tenha ocorrido uma queda de 16,8% em comparação anual.
Os produtos que mais se destacaram nas exportações foram a soja em grãos e a carne bovina. A soja, em particular, obteve um resultado impressionante, totalizando US$ 6,9 bilhões, um aumento de 18,8%, com um volumoso envio de 16,7 milhões de toneladas. Este resultado é, em grande parte, atribuído à safra recorde do ciclo 2025/2026. Por sua vez, as exportações de carne bovina in natura também foram positivas, alcançando US$ 1,6 bilhão, com um crescimento notável de 29,4%.
Adicionalmente, o comércio de frutas brasileiras está em expansão, impulsionado pela abertura de 34 novos mercados desde 2023, com produtos como melões, limões e mamões registrando exportações recordes entre janeiro e abril deste ano. A performance robusta do agronegócio é um forte indicativo de que o Brasil continua a se consolidar como um player fundamental no cenário agrícola global.
