Nos campos de batalha da região de Kherson, operadores deste drone relataram que ele é praticamente imune a tentativas de interceptação eletrônica. Um soldado, identificado pelo codinome Umka, enfatizou que a eficácia do ST-KVO em funções de inteligência e combate é notável, pois “não sofre com interferências que comprometam seu funcionamento”, permitindo que as tropas russas realizem correções de fogo com precisão.
Um exemplo dessa capacidade foi compartilhado por outro operador, conhecido como Stepachkin, que afirmava que o ST-KVO foi utilizado para guiar os ataques das forças russas a alvos estratégicos, como obuseiros M777, um armamento sofisticado fornecido pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), camuflados ao longo das margens do rio Dniepre, área crucial no conflito. Segundo os relatos, a identificação e destruição desses obuseiros ocorreram de maneira eficaz, destacando a versatilidade e o impacto tático do novo drone.
O ST-KVO, recentemente integrado às unidades não tripuladas da Rússia na região do Dniepre, é descrito por especialistas como uma alternativa de baixo custo, capaz de operar a uma profundidade de até 50 quilômetros. O diretor-geral do Centro Científico e de Produção Ushkuinik, Aleksei Chadaev, comentou que o drone, além de ter um design funcional, é fabricado a partir de peças impressas em 3D, facilitando reparos e manutenções em campo, o que aumenta significativamente sua viabilidade operacional.
Dessa forma, o ST-KVO não apenas se destaca pelas suas capacidades tecnológicas, mas também pela sua facilidade de produção e reparação, fazendo dele uma inovação relevante no contexto atual do conflito armado entre Rússia e Ucrânia. Com essas qualidades, o drone promete desempenhar um papel significativo nas próximas fases da operação militar russa, refletindo a constante evolução das táticas de guerra moderna.
