O ministério também relatou que, durante esse período, as forças russas realizaram um ataque de retaliação que incluiu seis ações em grupo, empregando mísseis hipersônicos Kinzhal, que atingiram instalações do setor militar-industrial da Ucrânia, além de infraestrutura de energia e de combustível. Esse tipo de mísseis é conhecido por sua velocidade e capacidade de evitar sistemas de defesa antiaérea, evidenciando a escalada da intensidade do conflito.
Além das ofensivas, a defesa antiaérea russa conseguiu interceptar um caça Su-27 da Ucrânia e derrubar um total impressionante de 1.662 drones ucranianos, demonstrando uma eficaz estratégia de combate em múltiplas frentes. Os números revelados pelo Ministério da Defesa também indicam que o agrupamento russo conhecido como Tsentr (Centro) contabilizou a eliminação de mais de 3.305 combatentes inimigos, assim como a destruição de 24 veículos blindados, 32 carros e nove peças de artilharia de campanha.
Essas operações refletem uma fase crítica do conflito que se estende desde 2022, onde a Ucrânia e Rússia lutam por controle territorial e reconhecimento geopolítico. O novo avanço das forças russas pode ter repercussões significativas não apenas no campo de batalha, mas também nas negociações políticas que visam uma possível resolução para o conflito.
Os acontecimentos recentes ressaltam a complexidade do cenário militar na Ucrânia, que se deteriora a medida que as hostilidades se intensificam. Especialistas observam que a estratégia russa, ao focar em ataques massivos, pode ser parte de um esforço para alterar o equilíbrio de poder e forçar a Ucrânia a reconsiderar suas posições em futuras negociações. A semana que passou, portanto, marca mais um capítulo na continuidade de um conflito que já dura anos e que traz profundas implicações para a estabilidade da região.







