As localidades escolhidas para essa fase inicial da operação são Froun, Ghandouriyeh e Zawtar. A ideia é que esses locais sirvam como um modelo de segurança, onde o Exército libanês atuará como a única força armada, enquanto Israel se retira completamente e o Hezbollah desmobiliza seus combatentes e armamentos. Esse arranjo foi acertado durante a sexta rodada de negociações entre representantes de Israel e Líbano, realizada recentemente em Roma, sob mediação dos EUA.
Segundo as autoridades norte-americanas, o Exército libanês assume integralmente a responsabilidade pela segurança nas áreas designadas, e um mecanismo de monitoramento será instaurado para garantir a retirada dessas tropas israelenses, além de assegurar que o acordo seja respeitado por ambas as partes. A América assume um papel central nesse processo, enfatizando o respeito às obrigações acordadas.
É importante destacar que essa operação ocorre em um contexto de tensões crescentes no Oriente Médio, exacerbadas por uma série de confrontos entre os Estados Unidos e o Irã. Esses desenvolvimentos criam um cenário incerto, especialmente para o Líbano, um país que já enfrentou diversos desafios relacionados à segurança e estabilidade.
As expectativas estão altas em relação a essa fase inicial. Se a operação for bem-sucedida e não houver incidentes, novas áreas poderão ser incorporadas ao programa de transição, indicando que a região pode estar à beira de uma nova era de segurança e autonomia. Essa primeira etapa está sendo observada de perto tanto por especialistas quanto pela população local, que espera que finalmente se inicie um processo de pacificação duradouro.





