Exército dos EUA desiste de arma a laser de 300 kW antes da entrega do primeiro protótipo, encerrando programa após anos de investimento e desenvolvimento.

O Exército dos Estados Unidos anunciou a desistência do desenvolvimento de sua arma a laser de 300 kW, designada como IFPC-HEL, também conhecida como Valquíria. A interrupção do projeto ocorre antes mesmo da entrega do primeiro protótipo funcional, ilustrando os desafios enfrentados pela tecnologia emergente de armas baseadas em laser. A decisão de encerrar o programa foi revelada em um relatório do Serviço de Pesquisa do Congresso, que destacou que, em anos de financiamento significativo, o sistema não será formalmente estabelecido como parte da força militar.

Este laser foi idealizado para oferecer proteção contra mísseis de cruzeiro, drones e outros tipos de munições que atualmente desafiam as capacidades tradicionais de defesa. O plano inicial contemplava a transformação do IFPC-HEL em um projeto formal no ano fiscal de 2025, após a conclusão de testes considerados promissores. Com um contrato que poderia chegar a US$ 220,8 milhões, a Lockheed Martin era responsável por desenvolver quatro protótipos, embora tenha se reduzido para a entrega de apenas um, que se encontra em fase final de testes em laboratório.

O Exército informou que o protótipo restante não será considerado para implantação, mas sim utilizado para aprimorar um sistema conjunto de guerra a laser, parte de uma estratégia mais ampla do Pentágono. Essa abordagem visa agregar esforços da Marinha e do Exército em uma colaboração que faz parte do conceito denominado “Cúpula Dourada da América”, que busca integrar tecnologias avançadas de defesa.

Entretanto, a tecnologia de lasers de onda contínua enfrenta complexidades ao lidar com mísseis de cruzeiro, que têm alta velocidade e resistência. Uma alternativa potencial para superar esses desafios reside nos lasers pulsados, que emitem energia em rajadas intensas e breves, aumentando a probabilidade de danificar alvos sem a necessidade de exposição prolongada.

A escolha de encerrar o programa levanta questões sobre o futuro das armas a laser no contexto militar dos EUA, que continua a explorar inovações em tecnologia de defesa, tentando modernizar suas forças e enfrentar novas ameaças no campo de batalha.

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