Durante a solenidade, 201 personalidades, entre civis e militares, foram agraciadas com a Medalha da Vitória, um reconhecimento àqueles que contribuíram para a preservação da memória dos combatentes ou que participaram de missões de paz em defesa dos interesses do país. Entre os presentes, destacaram-se autoridades do Exército, como o comandante Tomás Ribeiro Paiva e a secretária-geral da Defesa, Cinara Wagner Fredo.
A celebração, que marcou o 81º Dia da Vitória, remonta a rendição da Alemanha nazista, considerada um divisor de águas na luta contra o totalitarismo. Essa data, especialmente significativa para o Brasil, homenageia o envolvimento de aproximadamente 25 mil militares brasileiros que atuaram nos combates na Itália e em operações no Atlântico durante o conflito.
Em seu discurso, o general Tomás Paiva enfatizou que o Dia da Vitória é “um memorável marco na luta global pela liberdade”. Ele ressaltou a importância daquela vitória, símbolo da coragem e da determinação diante das atrocidades do nazifascismo. O comandante também refletiu sobre o legado da guerra, afirmando que os acontecimentos daquele período ainda oferecem lições valiosas para o entendimento dos desafios atuais.
Tomás Paiva não se esquivou de abordar as atuais tensões geopolíticas, alertando que o mundo enfrenta uma nova corrida armamentista, marcada pelo desenvolvimento de armamentos cada vez mais destrutivos. Ele defendeu que a diplomacia e a dissuasão sejam instrumentos cruciais para evitar conflitos futuros, enfatizando que “não podemos permitir que os erros do passado se repitam”.
Ao lembrar da participação única do Brasil na guerra, o comandante destacou o desdobramento de tropas, navios e aeronaves e os feitos heroicos dos soldados brasileiros em condições adversas. Ele também tocou nas perdas significativas do país, como o afundamento de 34 navios e a perda de centenas de vidas.
Ao final do evento, Paiva prestou uma sentida homenagem aos ex-combatentes, lembrando que o legado daqueles que lutaram na guerra persiste nas tradições das Forças Armadas e na memória coletiva do Brasil. “Há 81 anos, esses valorosos heróis escreveram em letras de glória essa história vitoriosa”, concluiu.
