Além de aumentar a capacidade militar, o Exército aponta que essa iniciativa também visa impulsionar a indústria de defesa nacional. A proposta envolve a transferência de tecnologia, qualificação de mão de obra e geração de empregos, potencializando assim a cadeia produtiva local. Especialistas acreditam que o projeto pode se tornar um motor de crescimento econômico, promovendo futuras exportações no setor de defesa.
O professor Hélio Caetano Farias, especialista em questões de defesa, enfatiza que a previsibilidade desse programa pode resultar em um estímulo significativo para investimentos produtivos. Ele argumenta que isso irá favorecer a geração de empregos qualificados, o fortalecimento de cadeias de fornecedores e a ampliação das capacidades de exportação do Brasil. Além disso, Farias destaca a importância do fortalecimento das relações entre a indústria, as universidades e as Forças Armadas, evidenciando um diálogo que pode resultar em inovações.
A modernização dos veículos blindados beneficiará diversas tropas, como aquelas atuantes em fronteiras, unidades de prontidão e forças de presença estratégica. O blindado Guarani, por exemplo, é reconhecido por sua versatilidade e já foi utilizado em missões humanitárias, como as operações de socorro durante as enchentes no Rio Grande do Sul em 2024.
Por outro lado, o capitão da reserva da Marinha do Brasil, Robinson Farinazzo, expressou preocupações sobre a relevância contínua dos blindados em um cenário de combate que está em constante evolução, especialmente com o avanço das tecnologias de drones. Farinazzo sugere que o Brasil deve estar preparado para revisar suas estratégias e planejamentos à medida que novas realidades de combate surgirem até 2040. Assim, a pesquisa e inovação no setor de defesa se tornam ainda mais essenciais.





