A equipe de peritos esteve no local na última terça-feira (7) para a retirada dos restos mortais das crianças de um e três anos, com o objetivo de realizar uma investigação minuciosa. O médico legista Eduardo Yukishigue Nisiyama, responsável pela exumação e chefe do setor de perícias em mortos do IML de Maceió, explicou que as amostras serão analisadas em busca de indícios de venenos e materiais tóxicos que possam auxiliar no inquérito policial.
Thalmanny Goulart, perito criminal chefe do Laboratório Forense, destacou a importância da técnica de análise de tecidos, que utiliza a espectrometria de massas. No entanto, ressaltou que o sucesso desse tipo de exame depende de diversos fatores, como o estado de decomposição do material coletado e das substâncias presentes nele.
A rapidez na coleta do material é essencial para a eficácia da toxicologia forense, como explicou o perito. Casos como esse destacam a necessidade de uma resposta ágil das autoridades para garantir a efetividade dos exames e aumentar as chances de identificação das causas das mortes.
Além da morte das crianças, a mãe das vítimas, que permanece detida, também é investigada por tentar envenenar a própria mãe em 2023, deixando-a em estado vegetativo. A investigação continua em andamento e novas descobertas podem surgir a partir dos exames que serão realizados no Laboratório de Toxicologia Forense.
