Jorge Glas, que ocupou o cargo de vice-presidente do Equador entre 2013 e 2017, foi detido em abril de 2024 após uma dramática incursão policial na Embaixada do México em Quito, onde buscava asilo político. O governo do então presidente equatoriano, Daniel Noboa, argumentou que existia um risco real de Glas tentar fugir do país, levando a essa medida extrema. A ação de captura gerou forte reprovação internacional, resultando em cortes nas relações diplomáticas entre o Equador e o México.
O apelo de Petro não foi isolado; outros líderes e grupos políticos expressaram solidariedade a Glas, chamando a atenção para o que consideram uma violação dos direitos humanos. A bancada de esquerda no Equador qualificou a situação do ex-vice-presidente como desumana e exigiu sua libertação imediata. Além disso, a repercussão do caso sugere um acirramento nas tensões políticas regionais, uma vez que muitos partidos e organizações não governamentais veem o tratamento de Glas como uma manobra para silenciar a oposição.
Com o agravamento das condições de vida dentro do presídio, as vozes contra a potencial humanitária estão se intensificando. Os apelos a favor de Glas tocam unificadamente na questão do respeito aos direitos humanos, o que poderá afetar os próximos desdobramentos políticos na região, tanto em termos de relações exteriores quanto de estabilidade interna. As ações em torno desse caso servem como um indicativo poderoso das complexas dinâmicas políticas que ainda permeiam a América Latina.





