O ex-militar financiou o carro em 10 prestações de R$ 230 mil, mas só pagou cinco parcelas antes de vendê-lo por R$ 1,6 milhão. No entanto, teve que desembolsar mais R$ 210 mil para consertar avarias, e após deduzir as prestações atrasadas, recebeu apenas R$ 240 mil pela venda. O extrato bancário da empresa de Djair mostra os pagamentos das prestações do Porsche.
Djair deixou a PMERJ em 2021, mas anos antes já ostentava em suas redes sociais um estilo de vida incompatível com a função de soldado. Viagens internacionais, carros esportivos e jantares em restaurantes luxuosos eram comuns em seu perfil, atraindo investidores que acreditavam no suposto talento do ex-policial como “gênio” do mercado financeiro.
O ex-militar montou um escritório luxuoso no Recreio dos Bandeirantes, onde captava policiais militares e profissionais liberais para investir com promessas de altos rendimentos diários. Djair chegou a usar o emblema do Bope para passar credibilidade aos investidores, porém, acabou lesando pelo menos 20 pessoas que se reuniram em um grupo de WhatsApp em busca de recuperar o valor perdido.
Um ex-policial militar que investiu R$ 330 mil na empresa de Djair relata ter sido enganado com falsas promessas de lucro e segurança nas operações financeiras. Da mesma forma, um engenheiro civil perdeu R$ 595 mil ao acreditar nas promessas de rendimento de Djair. Ambos os investidores foram bloqueados nas redes sociais após tentativas de reaver o dinheiro perdido.
Procurado para comentar as acusações, Djair se defendeu afirmando que sua empresa não quebrou e que as acusações de golpe são infundadas. Ele alega que os investidores eram funcionários ou pessoas próximas, e que a empresa continua operando normalmente com a venda de sistemas e infoprodutos. Djair aguarda a decisão da justiça em relação às acusações e enfatiza que os valores cobrados são incompatíveis com o que é devido.
