Durante seu primeiro mandato, Stoltenberg recorda que o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou retirar o país da aliança, um movimento que gerou ampla preocupação entre os membros da organização. “Não é um fato que a OTAN estará sempre presente. Ela não permanecerá necessariamente nos próximos dez anos”, afirmou Stoltenberg, reforçando a tensão que essa questão causa dentro da aliança.
O ex-secretário-geral observou que, embora os Estados Unidos tenham optado por permanecer na OTAN durante a presidência de Trump, isso não garante a mesma atitude no futuro, especialmente se Trump voltar a assumir a presidência. Essa incerteza levanta questionamentos sobre o compromisso dos EUA com a aliança, uma vez que a presença militar americana tem sido um pilar central na dinâmica da OTAN.
Stoltenberg salientou que ninguém pode prever com exatidão a probabilidade de uma eventual saída dos Estados Unidos do bloco militar. Contudo, ele alertou que as declarações do atual presidente americano devem ser levadas a sério, pois refletem uma posição que pode impactar a estrutura da segurança global.
Recentemente, Trump sugeriu considerar a retirada dos EUA da OTAN, citando o que considera uma falta de apoio da aliança em momentos críticos, como durante um planejado ataque ao Irã. Ele classificou a resposta de aliados como uma “mancha indelével”, insinuando que os parceiros da OTAN não estão cumprindo suas obrigações. Com tais declarações, a certeza sobre o futuro da OTAN se torna cada vez mais frágil, e o clima de incerteza pode repercutir nas relações internacionais e na segurança global nos próximos anos. A observação de Stoltenberg traz à tona um debate crucial sobre o papel e a relevância da OTAN diante das mudanças geopolíticas e das inclinações políticas dos principais membros.






