Em seu depoimento prestado em Sevilha, na Espanha, o ex-sargento alegou que frequentava motéis com amigos do Grupamento de Transportes Especial de forma frequente por ter uma vida sexual ativa. No entanto, as autoridades não aceitaram essa justificativa, considerando a esposa dele como alguém ciumenta e, portanto, suspeita das idas de Rodrigues ao estabelecimento.
A investigação levantou a hipótese de que o motel era utilizado como ponto de passagem das drogas, especialmente após a descoberta de mensagens da esposa de Rodrigues questionando sobre um pente com o logo do local, presente na mochila do ex-sargento. Segundo o Ministério Público Militar, a droga seria entregue a Rodrigues por um outro militar conhecido como “Flamengo”.
A investigação também revelou que Rodrigues utilizou o motel como parte de um esquema de tráfico em pelo menos duas ocasiões diferentes. Durante uma viagem ao Azerbaijão, o ex-sargento deixou um pente do estabelecimento na mochila, chamando a atenção de sua esposa e levantando suspeitas.
A condenação de Rodrigues resultou em uma pena de 17 anos de reclusão, confirmada pelo Superior Tribunal Militar. Vale ressaltar que Rodrigues não foi o único militar envolvido em casos de tráfico de drogas, havendo, de acordo com dados obtidos através da Lei de Acesso à Informação, um total de 641 militares condenados nos últimos sete anos por envolvimento com drogas, abrangendo as três forças armadas do país.
