Entre os indiciados estão ex-ministros do governo, como Anderson Torres (Justiça), o general Augusto Heleno (GSI), Braga Netto (Defesa), o ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), e o ex-assessor de Bolsonaro, Marcelo Câmara. Inclusive, o ex-ajudante de ordens do ex-presidente, tenente-coronel Mauro Cid, que foi delator do caso, também está entre os indiciados e prestará depoimento ao STF ainda hoje.
O inquérito abrange várias questões, desde o envolvimento nos atos do dia 8 de janeiro até planejamentos de tramas golpistas durante as eleições presidenciais. Também foi levantada a questão de um plano para assassinar o então presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o então vice-presidente eleito Geraldo Alckmin (PSD) e o ministro do STF Alexandre de Moraes. Essa é uma situação que tem gerado grande comoção e a CNN está tentando contato com as defesas dos indiciados para obter comentários sobre as acusações.
Além disso, a PF realizou uma operação na última terça-feira (19) contra uma organização criminosa que planejava os assassinatos de importantes figuras políticas do país. Segundo a PF, o grupo, formado por militares das Forças Especiais, visava um golpe de estado para impedir a posse do governo eleito em 2022 e tinha um plano bem estruturado para realizar os assassinatos e lidar com as consequências das suas ações.
O caso remonta ao trágico episódio de 8 de janeiro de 2023, quando apoiadores de Bolsonaro invadiram e depredaram a sede dos Três Poderes, em Brasília, como forma de protesto contra o resultado das eleições. A situação foi tão grave que o governo federal precisou decretar intervenção na segurança do Distrito Federal e centenas de pessoas foram detidas pelos distúrbios causados. O STF aceitou denúncias contra os envolvidos e dezenas de réus já foram condenados por crimes como associação criminosa e tentativa de abolição violenta do estado democrático de direito.
Esta notícia abala as estruturas políticas do país e coloca em xeque a estabilidade democrática. O desenrolar dos acontecimentos será acompanhado de perto pela sociedade e pelas autoridades competentes para garantir que a justiça seja feita e que o país possa seguir em frente.






