Ex-presidente do BRB troca advogado e indica possível acordo de delação premiada em investigação por propina de R$ 146,5 milhões.

A recente mudança na defesa do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, sinaliza um possível movimento em direção a um acordo de delação premiada. Na quarta-feira (22), Cleber Lopes, que até então representava Costa, deixou o caso, e a defesa foi assumida pelos advogados Eugênio Aragão e Davi Tangerino.

Eugênio Aragão, que traz uma longa trajetória no Ministério Público Federal, onde atuou entre 1987 e 2017, também ocupou o cargo de ministro da Justiça durante o governo de Dilma Rousseff. Sua experiência no campo das delações premiadas o torna uma escolha relevante para este tipo de negociação. Davi Tangerino, por sua vez, é um advogado criminalista com notável experiência em acordos de leniência e leciona direito penal na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), além de ser doutor pela Universidade de São Paulo (USP).

Atualmente, Paulo Henrique Costa se encontra detido na Penitenciária da Papuda, em Brasília, desde quinta-feira (17), em decorrência de uma decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça. Ele é alvo de uma investigação relacionada a um suposto esquema de corrupção, onde teria recebido, ou combinado receber, a quantia de R$ 146,5 milhões em propina do empresário Daniel Vorcaro, proprietário do banco Master, em troca de favorecimento em decisões que beneficiariam a instituição. O repasse desse montante seria feito através de transações imobiliárias.

Com a nova estratégia jurídica, é provável que Costa busque a transferência para a Superintendência da Polícia Federal em Brasília. Essa mudança de local é tática, pois possibilita maior proximidade com as equipes de investigação, facilitando a realização de depoimentos e, possivelmente, a formalização de um acordo de delação.

A delação premiada, que no Brasil existe como colaboração premiada desde 2013, permite que um investigado forneça informações em troca de benefícios legais, como a redução de pena. Esse mecanismo é considerado crucial para desvendar esquemas de corrupção e obter informações valiosas que ajudem nas investigações. A expectativa agora é como essa nova fase na defesa de Costa se desenrolará e quais revelações poderão surgir a partir dela.

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