Ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, é preso por suspeita de fraudes em operações financeiras envolvendo o Banco Master e desvios de até R$ 12,2 bilhões.

Na manhã desta quinta-feira, a Polícia Federal deu início a uma operação que resultou na prisão do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa. O executivo é alvo de investigações que o suspeitam de envolvimento em um sofisticado esquema de fraude financeira que teria ligação com o Banco Master. Costa, por sua vez, nega qualquer irregularidade, alegando que é inocente das acusações que pesam sobre ele.

A operação desencadeada pela PF abrange a execução de sete mandados de busca e apreensão nos estados de Goiás e São Paulo, refletindo a gravidade das suspeitas que envolvem as atividades de Costa e sua gestão à frente do BRB. Vale destacar que o ex-executivo já havia sido afastado anteriormente de seus cargos por decisão judicial e foi formalmente demitido em novembro do ano passado, sob a presidência do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, em resposta a indícios de fraude levantados pela operação Compliance Zero.

As investigações apontam uma operação financeira que movimentou a impressionante quantia de R$ 12,2 bilhões, envolvendo o BRB e o Banco Master, com o objetivo de encobrir irregularidades e dificultar a fiscalização do Banco Central. Segundo a Polícia Federal, essas transações foram caracterizadas como uma manobra para garantir a sobrevivência do Banco Master, que enfrentava dificuldades financeiras enquanto a proposta de sua venda era analisada pelo BC.

Além disso, as denúncias indicam que o Master teria realizado transações questionáveis, envolvendo a aquisição de carteiras de crédito sem pagamentos adequados e, a seguir, revendido esses títulos ao BRB — uma ação que poderia configurar uma tentativa de burlagem da regulamentação financeira. O interesse por essa operação culminou em um exame rigoroso por parte do Banco Central, que não conseguiu encontrar comprovações satisfatórias sobre a legitimidade das transações.

Os desdobramentos vão além de um simples erro administrativo; a situação revelada tem profundas implicações econômicas e responde a um negócio que provocou a exposição do BRB a um grande risco, superando os limites legais de exposição a um único cliente. As medidas tomadas para corrigir essas falhas, incluindo a suspensão das operações com a empresa envolvida, sinalizam a gravidade da questão.

Frente a toda essa situação, o BRB publicou uma nota reafirmando seu compromisso com normas de ética e responsabilidade em suas operações, destacando que está cooperando com as autoridades para esclarecer os fatos. A continuidade das investigações promete trazer mais luz a um caso que poderia ter impactos significativos no sistema financeiro brasileiro. As próximas etapas determinarão os próximos movimentos tanto da justiça quanto das instituições envolvidas.

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