Essa operação da Polícia Federal investiga a suposta conexão entre Bacellar e membros do Comando Vermelho, uma das organizações criminosas mais influentes do Brasil. Durante a última fase da investigação, que ocorreu na quinta-feira, 2, as autoridades cumpriram 14 mandados de busca e apreensão em várias localidades do estado do Rio, incluindo São João de Meriti, e executaram três mandados de prisão preventiva.
Além de Bacellar, outros indivíduos também foram alvos da operação, como o pastor Márcio Poncio, detido na Barra da Tijuca, e o contraventor Adilson Coutinho, conhecido como Adilsinho, que já se encontrava preso desde fevereiro. O ex-deputado federal Marco Antônio Cabral é outro nome mencionado nas investigações, sendo também alvo de mandados de busca e apreensão.
A Polícia Federal indicou que investigações anteriores da Operação Unha e Carne revelaram listas atribuídas a Adilsinho, que supostamente contêm registros de pagamentos mensais a políticos e doações eleitorais a diversos agentes públicos. As novas apurações se concentram agora em um possível esquema de lavagem de dinheiro relacionado à nova cúpula do jogo do bicho. Como resultado, o STF ordenou o bloqueio de bens e valores dos envolvidos até o limite de R$ 22 milhões.
A defesa de Bacellar, em nota oficial, repudiou as acusações, afirmando que o ex-presidente da Alerj não possui qualquer ligação com os fatos investigados, e garantiu que a análise das provas apresentará sua inocência. Da mesma forma, as defesas de Coutinho e Cabral negaram quaisquer types de envolvimentos com os crimes apurados, reiterando a confiança nas instituições judiciárias.
A situação levanta questões significativas sobre a corrupção e o tráfico de influência no estado do Rio de Janeiro, um tema que tem sido amplamente discutido nos últimos anos, à medida que mais figuras públicas são expostas em escândalos de corrupção e crime organizado. A continuidade dessas investigações e os desdobramentos legais são esperados com grande atenção pela sociedade.
