Ex-presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, é transferido para presídio federal após nova investigação da Operação Unha e Carne que liga políticos ao Comando Vermelho.

Na manhã deste sábado, 4 de julho de 2026, Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), foi transferido para a Penitenciária Federal de Brasília sob ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Bacellar, que estava detido no complexo penitenciário de Bangu 8, na zona oeste do Rio de Janeiro, agora enfrenta uma nova prisão preventiva decorrente da Operação Unha e Carne.

Essa operação da Polícia Federal investiga a suposta conexão entre Bacellar e membros do Comando Vermelho, uma das organizações criminosas mais influentes do Brasil. Durante a última fase da investigação, que ocorreu na quinta-feira, 2, as autoridades cumpriram 14 mandados de busca e apreensão em várias localidades do estado do Rio, incluindo São João de Meriti, e executaram três mandados de prisão preventiva.

Além de Bacellar, outros indivíduos também foram alvos da operação, como o pastor Márcio Poncio, detido na Barra da Tijuca, e o contraventor Adilson Coutinho, conhecido como Adilsinho, que já se encontrava preso desde fevereiro. O ex-deputado federal Marco Antônio Cabral é outro nome mencionado nas investigações, sendo também alvo de mandados de busca e apreensão.

A Polícia Federal indicou que investigações anteriores da Operação Unha e Carne revelaram listas atribuídas a Adilsinho, que supostamente contêm registros de pagamentos mensais a políticos e doações eleitorais a diversos agentes públicos. As novas apurações se concentram agora em um possível esquema de lavagem de dinheiro relacionado à nova cúpula do jogo do bicho. Como resultado, o STF ordenou o bloqueio de bens e valores dos envolvidos até o limite de R$ 22 milhões.

A defesa de Bacellar, em nota oficial, repudiou as acusações, afirmando que o ex-presidente da Alerj não possui qualquer ligação com os fatos investigados, e garantiu que a análise das provas apresentará sua inocência. Da mesma forma, as defesas de Coutinho e Cabral negaram quaisquer types de envolvimentos com os crimes apurados, reiterando a confiança nas instituições judiciárias.

A situação levanta questões significativas sobre a corrupção e o tráfico de influência no estado do Rio de Janeiro, um tema que tem sido amplamente discutido nos últimos anos, à medida que mais figuras públicas são expostas em escândalos de corrupção e crime organizado. A continuidade dessas investigações e os desdobramentos legais são esperados com grande atenção pela sociedade.

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