De acordo com os depoimentos à Polícia Federal, o general Marco Antônio Freire Gomes, ex-comandante do Exército, e o tenente-brigadeiro Carlos de Almeida Baptista Junior, ex-chefe da Aeronáutica, declararam que documentos apresentados por Bolsonaro após a derrota nas eleições ofereciam alternativas para impedir a posse de Lula, como a decretação de Estado de Defesa ou de Sítio. O ex-presidente, por sua vez, ironizou as acusações e afirmou não ter conhecimento dessas ações.
Durante um evento no Rio Grande do Sul, Bolsonaro reiterou sua posição, alegando que qualquer tentativa de golpe demandaria o uso da força e argumentou que as medidas previstas na Constituição, como a Garantia da Lei e da Ordem, não poderiam ser interpretadas como a intenção de golpear o Estado. Ele ainda convocou uma manifestação na Avenida Paulista para demonstrar força política diante das investigações em curso.
Diante das evidências apresentadas nos depoimentos, a defesa de Bolsonaro tentou desqualificar as acusações, alegando confusão nas linhas do tempo e destacando que o ex-presidente não teria recebido nem elaborado nenhum documento com teor golpista. No entanto, a postura de negação de Bolsonaro contrasta com os relatos dos militares próximos a ele, que afirmaram ter alertado o ex-presidente sobre as consequências de seus planos antidemocráticos.
A mais recente declaração de Bolsonaro, chamando as acusações de “narrativa idiota”, evidencia a sua tentativa de se desvincular das acusações de golpe e de minimizar a gravidade dos depoimentos prestados à Polícia Federal. Enquanto as investigações continuam avançando, o ex-presidente segue sob pressão, tentando se manter distante das denúncias que envolvem sua gestão.






