Segundo a PF, Bolsonaro teria recebido esse repasse do general Mauro César Lourena Cid, pai do tenente-coronel Mauro César Barbosa Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro e delator em diversas investigações. Ambos também foram indiciados pela PF no mesmo caso da venda ilegal de joias.
A defesa do ex-presidente negou veementemente as acusações feitas pela PF, alegando que o repasse não ocorreu. Por outro lado, a equipe de reportagem não conseguiu obter retorno da defesa do general Mauro César Lourena Cid.
Durante a mesma viagem, Bolsonaro discursou na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), onde afirmou que em seu governo houve a extirpação da corrupção sistêmica que assolava o país. Ele aproveitou o discurso para atacar o Partido dos Trabalhadores (PT) e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, citando o escândalo da Operação Lava Jato como exemplo da corrupção anterior.
No entanto, as acusações de corrupção recaem sobre Bolsonaro, que foi indiciado por peculato, associação criminosa e lavagem de dinheiro no caso da venda ilegal de joias da Presidência da República. Além dele, outras nove pessoas também foram indiciadas, incluindo os ex-ministros Fabio Wajngarten e Bento Albuquerque.
O Ministério Público Federal (MPF) terá um prazo de até 15 dias para analisar se irá oferecer denúncia contra os investigados, o que pode resultar em uma ação penal no Supremo Tribunal Federal (STF) ou em mais investigações. A situação de Bolsonaro se torna delicada, uma vez que se for condenado pelos três crimes pelos quais foi indiciado, poderá pegar de 10 a 32 anos de prisão.






