Durante sua prisão, Canella foi flagrado com um fuzil em sua mala e, após a audiência de custódia, foi transferido para a unidade Bangu 8, no Complexo de Gericinó. A decisão de soltá-lo foi proferida pelo ministro Alexandre de Moraes, que também determinou o uso de tornozeleira eletrônica como condição para a liberdade. A Seppen informou que estão sendo realizados os procedimentos necessários para implementar essa medida.
A defesa de Canella, representada pelo advogado Pierpaolo Cruz Bottini, declarou que a prisão não se sustentava, uma vez que a arma encontrada no veículo do ex-prefeito era registrada e legalizada para sua segurança. O advogado ainda afirmou que todos os documentos necessários foram submetidos ao STF, reforçando a postura de Canella em colaborar com as investigações.
A Operação Unha e Carne, por sua vez, busca desmantelar uma quadrilha que supostamente utilizava postos de gasolina para lavagem de dinheiro, com movimentações que ultrapassam R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos. A investigação, iniciada a partir de um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), resultou em mandados de busca e apreensão em 19 endereços, incluindo a apreensão de veículos de luxo e grandes quantias em dinheiro.
Entre os envolvidos, destaca-se o ex-secretário da Polícia Civil, Marcus Amim, que, segundo as investigações, tem conexões com o esquema e é alvo de apuração. A descoberta de laços entre agentes públicos e atividades ilícitas levanta questões sérias sobre a corrupção no estado. As acusações incluem organização criminosa, lavagem de dinheiro e contratações diretas ilegais, tudo isso no contexto da Força-Tarefa Missão Redentor II, que visa atacar a criminalidade em áreas de alta vulnerabilidade.
O caso provoca discussões acaloradas nas redes sociais, refletindo a preocupação da sociedade com a integridade das instituições e a necessidade de uma resposta eficaz contra a corrupção que permeia diferentes níveis do governo e das forças de segurança. As investigações estão em andamento, e as defesas dos envolvidos ainda não se manifestaram oficialmente.





