Ex-Prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella, Liberdade Condicional Após Prisão por Porte Ilegal de Arma
O ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella, que recentemente foi preso em decorrência de porte ilegal de arma de uso restrito, deve ser liberado neste sábado, conforme informou a Secretaria de Estado de Polícia Penal do Rio de Janeiro. A notificação oficial para sua soltura foi recebida nesta manhã, oriunda do Supremo Tribunal Federal (STF). Além de seu papel como político, Canella também se apresenta como pré-candidato ao Senado pelo partido União Brasil e conta com a colaboração de Flávio Bolsonaro, um importante nome na política brasileira. Sua prisão ocorreu no âmbito da Operação Unha e Carne, que investiga a conexão de agentes públicos com organizações criminosas.
Na última quarta-feira, dia 8, Canella foi detido após ser flagrado com um fuzil na mala de seu veículo. Após a audiência de custódia, foi encaminhado para o Presídio Pedrolino Werling de Oliveira, conhecido como Bangu 8, situado no Complexo de Gericinó, na Zona Oeste do Rio. A decisão de libertação foi assinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, que também determinou que o ex-prefeito deverá usar uma tornozeleira eletrônica como condição de sua liberdade.
A Operação Unha e Carne, que agora atinge sua sexta fase, tem como foco a desarticulação de uma quadrilha suspeita de utilizar postos de combustíveis como meio para lavagem de dinheiro. Documentos da investigação indicam que mais de R$ 7,6 bilhões movimentados nos últimos seis anos estão vinculados a uma rede de postos. Inicialmente, Canella era visto apenas como alvo de busca e apreensão, mas a situação evoluiu em função das revelações que surgiram durante as apurações.
A Polícia Federal cumpriu mandados em 19 locais variados, incluindo endereços na capital e nas cidades de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Resende. O resultado da operação foi significativo, com a apreensão de 11 automóveis de luxo, bem como a descoberta de R$ 800 mil em espécie em uma empresa em Niterói. Além disso, um policial militar foi detido por porte de arma em residência de um dos supostos envolvidos.
Os desdobramentos desses acontecimentos estão sendo amplamente discutidos nas redes sociais, e as investigações em curso apontam possíveis acusações de associação criminosa, lavagem de dinheiro e contratações irregulares. A Operação Unha e Carne faz parte da Força-Tarefa Missão Redentor II, coordenada pela Polícia Federal sob a ordem do STF.
Marcus Amim, que teve um papel significativo na Polícia Civil entre 2023 e 2024, também está entre os investigados. Sua nomeação foi influenciada por Canella e pelo deputado Rodrigo Bacellar, hoje preso. No entanto, a situação política e o envolvimento de Amim geraram controvérsias, especialmente após mudanças nas legislações que permitiram sua ascensão ao cargo.
As confusões continuam com a citação de outros personagens no esquema, incluindo policiais e ex-milicianos, sendo que as defesas de todos os investigados ainda não se pronunciaram publicamente. O ambiente, marcado por operações de grande complexidade, revela a intersecção entre política e criminalidade no estado do Rio de Janeiro, tema que deve seguir em alta nas discussões de mídia e entre a população.





