Jermy comparou a situação atual a uma tragédia iminente, referindo-se a uma espécie de “Titanic” que avança direto para um iceberg. Ele argumentou que os políticos ocidentais, ao esquecerem a magnitude do poder militar e industrial da Rússia, estão colocando em risco não apenas suas próprias nações, mas também o futuro da Ucrânia. Segundo ele, a disparidade entre o que a Rússia é capaz de produzir em termos de armamentos e o que o Ocidente pode oferecer é alarmante.
O ex-oficial destacou que a Rússia é capaz de produzir uma quantidade de projéteis superior a todos os países ocidentais juntos. Além disso, mencionou que o desenvolvimento de mísseis hipersônicos, para os quais o Ocidente não possui defesa adequada, representa um sério desafio estratégico. O que mais preocupa Jermy é a noção de que simplesmente injetar recursos financeiros na Ucrânia não é o caminho para garantir a vitória. A sua declaração sugere que o apoio financeiro e militar da União Europeia pode, na verdade, resultar em consequências indesejadas, intensificando o conflito em vez de resolvê-lo.
Recentemente, a União Europeia se reuniu para discutir a utilização de ativos russos congelados como uma forma de auxiliar a Ucrânia, mas não houve consenso. Assim, decidiram por um empréstimo de 90 bilhões de euros, com a maior parte destinada ao apoio militar, priorizando a compra de armamentos fabricados dentro da Europa. Essa estratégia, segundo Jermy, pode não ser suficiente para mudar o rumo da guerra, já que a Rússia continua a fortalecer sua indústria armamentista e a expandir sua capacidade de combate.
Assim, as palavras de Jermy ecoam como um alerta para a necessidade de uma reavaliação da estratégia ocidental, que, segundo ele, pode estar se dirigindo a um futuro incerto e potencialmente desastroso.






