Geraldo nega as acusações, argumentando que Gisele tirou a própria vida em decorrência do término do relacionamento. Essa versão, no entanto, recebeu um forte abalo após a Polícia Científica recuperar mensagens no celular da vítima que contradizem sua defesa e sugerem uma dinâmica de controle e manipulação.
A história de perturbação já se desenrolava há anos. Em seu depoimento de 2010, a dentista contou como, após a separação, o ex-marido ignorou as determinações judiciais sobre os horários das visitas à filha que tiveram juntos. Relatos indicam que ele realizava ligações em horários aleatórios, o que levou a mulher a trocar de número telefônico três vezes. Mesmo sabendo que a filha estava em férias com os avós, Geraldo utilizava essa situação para se aproximar da ex-esposa, levando-a a buscar ajuda na Polícia Militar.
A ex-mulher também mencionou que havia solicitado judicialmente um “distanciamento” do oficial, que aparentemente não respeitava o pedido. A Polícia Civil havia enviado uma cópia do boletim de ocorrência à vara de família competente da comarca, indicando a gravidade da situação.
Em meio a essas revelações, a dentista, ao ser contatada, optou por não comentar sobre o caso. Por sua vez, a defesa de Geraldo, representada pelo advogado Eugênio Malavasi, ressaltou que se manifestará apenas durante o processo legal que se desenvolve. Este caso, que se inicia com denúncias de controle emocional e segue para o trágico assassinato de uma mulher, lança luz sobre a complexidade das relações abusivas e a importância da denúncia de comportamentos prejudiciais.






