Ex-ministro do STF Ricardo Lewandowski viaja com Lula para Emirados Árabes e é cotado para Ministério da Justiça.

Em uma viagem para os Emirados Árabes ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski está integrando a comitiva que participará da 28.ª Conferência das Nações Unidas para Mudanças Climáticas (COP-28). A presença de Lewandowski na comitiva levanta especulações sobre sua possível nomeação para assumir o Ministério da Justiça, no lugar de Flávio Dino, indicado para o Supremo.

Lula e Lewandowski sempre mantiveram uma boa relação, o que torna o ex-ministro do STF um nome forte para assumir um cargo no primeiro escalão do governo. Durante a viagem, Lula tem a intenção de conversar com Lewandowski sobre a possibilidade de dividir o Ministério da Justiça e criar a pasta da Segurança Pública, porém ainda não há acordo sobre essa divisão.

Enquanto isso, no Partido dos Trabalhadores (PT), outros nomes estão sendo cogitados para assumir o Ministério da Justiça. Entre eles, estão o ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, e o coordenador do grupo Prerrogativas, Marco Aurélio Carvalho. No entanto, o secretário-executivo Ricardo Capelli, integrante do comitê que acompanha a execução do decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) para combate ao crime organizado no Rio, é o preferido do atual ministro, Flávio Dino.

Segundo informações obtidas pelo Estadão, uma ala da equipe econômica sugeriu a ministra do Planejamento, Simone Tebet, como candidata à cadeira de Dino, com a justificativa de que seria importante ter uma mulher à frente da pasta. Essa proposta envolve a separação da Segurança Pública da pasta da Justiça, uma ideia que gerou dúvidas na cúpula do MDB, partido de Simone Tebet, sobre a possibilidade de o PT aceitar ceder a Justiça, mesmo que desmembrada.

A possível nomeação de Ricardo Lewandowski para o Ministério da Justiça ou a criação de uma pasta da Segurança Pública continua sendo alvo de especulações e negociações nos bastidores do governo. A decisão final sobre o novo titular da pasta e a eventual divisão do Ministério da Justiça ainda não foi anunciada.

Sair da versão mobile