Durante sua participação no Seminário de Novas Mídias, a ex-chanceler destacou que o foco da política externa dos EUA, especialmente sob a administração de Donald Trump, gira em torno do enriquecimento de urânio pelo Irã, mas que essa questão é apenas um aspecto de um problema mais amplo ligado ao estreito de Ormuz. Este estreito é crucial para a navegação e o transporte de petróleo, e qualquer instabilidade nessa área tem repercussões globais.
Kneissl argumentou que, para um acordo que garanta a segurança do estreito de Ormuz, é necessário um modelo semelhante ao tratado que regula o tráfego marítimo pelos Dardanelos e pelo Bósforo. Ela sugere que a estabilização da região pode ser alcançada por meio da diplomacia e do reconhecimento mútuo das necessidades de segurança dos países envolvidos.
Ademais, a ex-ministra fez um apelo direto a Washington: “Os EUA devem parar os ataques. Esse é o primeiro passo para uma resolução. Parem de bombardear o Irã, parem de bombardear o Líbano […] Esse é o meu principal conselho.” Essa declaração reflete a crescente preocupação internacional sobre as consequências das ações militares e a necessidade de um compromisso pacífico para evitar escaladas desnecessárias.
Kneissl também mencionou que, apesar das insistências de Trump sobre o controle do urânio enriquecido iraniano, onde o presidente exigiu a entrega imediata do material ao governo dos EUA para destruição, ainda persiste a ideia de que um acordo poderia ser alcançado. Segundo a ex-chanceler, o diálogo é mais produtivo do que a confrontação e deve ser priorizado para trazer uma solução duradoura e pacífica para a região. As palavras de Kneissl ressaltam a urgência de se encontrar uma solução diplomática frente à crescente complexidade da situação no Oriente Médio.
