Desde 2024, uma ordem judicial proibia o ex-marido de Maria da Penha de divulgar informações que envolvessem o processo judicial e de utilizar o nome ou a imagem da ativista e de suas filhas em qualquer plataforma digital, incluindo redes sociais e aplicativos de mensagens. O Ministério Público argumentou que Viveros não apenas descumpriu a ordem, mas, ao conceder uma entrevista a uma emissora de televisão, violou diretamente as restrições impostas pela Justiça, que já haviam sido claramente comunicadas a ele.
A decisão da Justiça não se limitou à prisão de Viveros. Também foi determinada a remoção de todos os conteúdos relacionados à entrevista, proibindo a sua exibição e mandando que todo o material produzido fosse preservado. Essa medida tem o intuito de evitar a propagação de informações que poderiam agravar a situação de Maria da Penha e de suas filhas. Para coibir novos descumprimentos, a Justiça estipulou uma multa diária de R$ 100 mil caso Viveros insistisse em violar a ordem.
A situação destaca os desafios enfrentados por mulheres que buscam proteção contra violência doméstica. O caso de Maria da Penha, que se tornou símbolo de luta contra esse tipo de agressão no Brasil, evidencia a importância de medidas protetivas e o rigor necessário para garantir que sejam efetivamente respeitadas. O pronunciamento da Justiça e do Ministério Público neste episódio sinaliza um compromisso com a proteção dos direitos da mulher e a seriedade com que casos de violência doméstica devem ser tratados na sociedade.
